Ultrassom morfológico: exame de ultrassom na gravidez, feito entre 20 e 24 semanas

Ultrassom morfológico: com quantas semanas fazer?

Resposta rápida: ao longo da gestação, o ultrassom morfológico costuma ser realizado em duas janelas. A primeira fica entre 11 e 14 semanas — com período ideal de 12 semanas a 13 semanas e 6 dias — e inclui a medida da translucência nucal. A segunda, considerada a avaliação anatômica principal, acontece entre 20 e 24 semanas, conforme a recomendação da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). Quem organiza o agendamento de cada exame é a equipe de pré-natal, dentro do acompanhamento de cada gestante.

Exame

Quando fazer

O que marca essa janela

Morfológico do 1º trimestre

11 a 14 semanas (ideal: 12 semanas a 13 semanas e 6 dias)

Inclui a medida da translucência nucal

Morfológico do 2º trimestre

20 a 24 semanas

Avaliação anatômica detalhada do bebê

O que é o ultrassom morfológico

O ultrassom morfológico é um exame de imagem programado para observar a formação do bebê: órgãos, estruturas e medidas são avaliados em conjunto, em uma fase escolhida justamente porque nela essa observação é possível com mais detalhe. Ele se diferencia dos ultrassons usados para datar a gestação ou acompanhar o crescimento ao longo das consultas, porque o seu foco é a anatomia — e é por esse motivo que os protocolos de referência trabalham com janelas de tempo bem definidas para realizá-lo.

Na prática, não se trata de um exame único: o acompanhamento descrito pelas referências da FEBRASGO e do Ministério da Saúde prevê dois momentos morfológicos ao longo da gravidez, um em cada metade inicial da gestação, cada um com a sua função dentro do pré-natal.

Quando fazer: as duas janelas do exame

Morfológico do primeiro trimestre: 11 a 14 semanas

O primeiro morfológico é realizado entre 11 e 14 semanas de gestação, e a faixa considerada ideal vai de 12 semanas a 13 semanas e 6 dias. É nesse exame que entra a medida da translucência nucal, o espaço com líquido localizado na nuca do bebê, avaliado dentro do roteiro do primeiro trimestre.

Por acontecer tão no início, esse exame costuma ser um dos primeiros exames de imagem do pré-natal. Como a janela é curta — poucas semanas separam o início e o fim do período ideal —, a solicitação costuma ser feita logo nas primeiras consultas, para que haja tempo de agendar dentro da faixa.

Morfológico do segundo trimestre: 20 a 24 semanas

O segundo morfológico é a avaliação anatômica mais completa da gestação. O protocolo de referência que reproduz a recomendação da FEBRASGO indica a sua realização entre 20 e 24 semanas, faixa também adotada nos materiais do Ministério da Saúde sobre o exame. A ISUOG (International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology) considera adequada uma janela um pouco mais ampla, de 18 a 24 semanas; na prática brasileira, a faixa que prevalece é a de 20 a 24 semanas.

Nesse período, o bebê já cresceu o suficiente para que as estruturas sejam observadas uma a uma, com o nível de detalhe que esse exame se propõe a oferecer. É por isso que ele é tratado como o morfológico principal — e também é por isso que perder a janela pode significar não conseguir repetir a avaliação nas mesmas condições, algo que só a equipe de pré-natal pode contornar caso a caso.

Por que existem duas janelas, e não uma só

Cada janela existe porque o corpo do bebê muda rápido, e cada fase permite observar coisas diferentes. No primeiro trimestre, a avaliação é inicial e inclui a medida da translucência nucal, que só pode ser feita naquele intervalo específico. No segundo trimestre, com os órgãos formados e maiores, a observação passa a ser detalhada, estrutura por estrutura.

Em resumo: não é o mesmo exame repetido duas vezes. São duas avaliações distintas, em momentos distintos, que se complementam dentro do calendário do pré-natal.

O que o exame avalia

De forma geral, os protocolos descrevem a observação dos seguintes itens durante o morfológico, com mais detalhe no exame do segundo trimestre:

  • cabeça e cérebro;
  • face;
  • coluna vertebral;
  • coração;
  • abdômen, incluindo estômago, rins e bexiga;
  • braços, pernas, mãos e pés;
  • placenta e quantidade de líquido amniótico.

A leitura das imagens e de tudo o que é observado nelas cabe exclusivamente ao médico que realiza o exame e à equipe que acompanha o pré-natal. Este artigo trata apenas de quando o exame acontece e do que ele observa em termos gerais — nenhum achado de imagem é interpretado aqui, porque essa interpretação depende do exame completo e do histórico de cada gestação.

Como o exame é feito

O morfológico é um ultrassom feito com o transdutor deslizando sobre o abdômen, com o uso de gel. Ele funciona por ondas sonoras e não utiliza radiação — é a mesma tecnologia dos demais ultrassons do acompanhamento pré-natal.

A duração habitual fica entre 20 e 40 minutos, variando conforme a posição do bebê no momento do exame e a quantidade de estruturas avaliadas. Em geral, não é exigido nenhum preparo especial; mesmo assim, vale confirmar as orientações do local onde o exame será realizado, porque cada serviço pode adotar rotinas próprias.

Quanto custa o ultrassom morfológico

Pelo SUS, o exame faz parte do acompanhamento do pré-natal e não tem custo para a gestante, quando indicado pela equipe.

Na rede particular, o valor varia bastante. Depende da cidade, da clínica e dos equipamentos usados. Os valores mais comuns ficam entre R$ 200 e R$ 600. Clínicas populares anunciam o exame a partir de cerca de R$ 130. Serviços com recursos extras, como imagens 3D, podem cobrar mais.

Via

Custo

SUS

gratuito (quando indicado)

Rede particular

R$ 200 a R$ 600

Os planos de saúde costumam cobrir o exame quando há indicação no pré-natal. Vale confirmar a cobertura antes de agendar.

Como agendar: SUS e rede particular

Pelo SUS

No pré-natal oferecido pelo SUS, os exames são solicitados pela equipe durante as consultas de acompanhamento, e o agendamento segue o fluxo da rede pública de cada município. Na prática, isso significa que a gestante não precisa esperar a janela chegar para se preocupar: o ideal é confirmar com a equipe da unidade de saúde, já nas primeiras consultas, quando as solicitações dos dois morfológicos serão feitas, para que os agendamentos caiam dentro das faixas de 11 a 14 e de 20 a 24 semanas.

Na rede particular

Em clínicas e laboratórios particulares, o agendamento costuma ser feito diretamente pela gestante, com o pedido médico em mãos. Como as agendas próximas das janelas ideais tendem a encher — principalmente a de 20 a 24 semanas —, marcar logo que o pedido for emitido é a forma mais simples de garantir o exame no período certo.

Nos dois casos, quem define se o exame é indicado, e em que momento ele entra no roteiro de acompanhamento, é o obstetra ou a equipe de pré-natal.

Como descobrir a sua semana antes de agendar

Todas essas janelas são contadas em semanas de gestação, então o primeiro passo do planejamento é saber a sua semana atual. Na nossa calculadora de idade gestacional, basta informar a data da última menstruação para receber a contagem em semanas e dias — e enxergar quanto falta para cada janela do morfológico.

Depois, a página de gravidez semana a semana ajuda a situar cada exame dentro da gestação: ela mostra o que costuma acontecer em cada etapa, incluindo as semanas em que os dois morfológicos costumam ser realizados. E, para ver o morfológico dentro do calendário completo do acompanhamento, o guia de exames do pré-natal por trimestre reúne os exames que costumam ser solicitados em cada fase da gravidez.

Perguntas frequentes

Em geral, dois: o do primeiro trimestre, entre 11 e 14 semanas, e o do segundo trimestre, entre 20 e 24 semanas. A equipe de pré-natal pode ajustar esse roteiro conforme o andamento de cada acompanhamento.

A medida da translucência nucal faz parte do morfológico do primeiro trimestre, e não é um exame separado. É por isso que a faixa ideal desse exame é de 12 semanas a 13 semanas e 6 dias: é nesse intervalo que a medida é realizada.

Na maioria dos casos, não há preparo especial. A recomendação geral é seguir as instruções do serviço onde o exame foi agendado e levar o pedido médico e os exames anteriores, quando houver.

O ultrassom funciona por ondas sonoras e não utiliza radiação. É o método de imagem empregado rotineiramente no acompanhamento da gestação, conforme os protocolos de pré-natal.

A janela recomendada pela FEBRASGO vai até a 24ª semana. Quem já passou desse período deve procurar a equipe de pré-natal para receber a orientação adequada ao seu caso, pois é essa equipe que avalia os próximos passos do acompanhamento.

Às vezes o profissional comenta uma impressão, mas esse não é o objetivo do exame do primeiro trimestre. Nessa fase, o foco é medir e avaliar a formação inicial do bebê. A observação do sexo costuma ficar mais clara no exame do segundo trimestre. Quem quer saber antes pode fazer o exame de sangue da sexagem fetal, possível a partir da 8ª semana — a página da sexagem explica como ele funciona.

A posição do bebê nem sempre permite registrar todas as imagens em um único dia. Quando alguma vista fica incompleta, o serviço pode agendar um complemento em outro dia. Isso faz parte do processo do exame e serve para concluir a avaliação com calma.

Fontes: as faixas de semanas e as descrições deste artigo seguem as referências da FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), da ISUOG (International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology) e dos materiais do Ministério da Saúde sobre o acompanhamento pré-natal.

As informações desta página têm caráter apenas informativo e tratam dos períodos habituais de realização do exame. Elas não substituem a orientação do obstetra nem da equipe que acompanha o seu pré-natal, que é quem define quais exames são indicados em cada gestação e em que momento devem ser feitos.

Quem fez esta página

Quem prepara estes guias é a equipe da Calculadora de Idade Gestacional, responsável também pela calculadora do site.

As janelas de realização descritas aqui seguem as referências das sociedades de ginecologia e obstetrícia e dos serviços de saúde. O texto é informativo e não substitui a orientação do pré-natal.

Última atualização: outubro de 2026.

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